Elo News – nov/2024

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O mês de outubro foi marcado por mudanças significativas nas expectativas da economia brasileira, especialmente em relação à inflação.

Com a dinâmica, há chances de uma postura mais rígida por parte do Bacen (Banco Central) em relação à taxa de juros — consequentemente, impactando investimentos de renda fixa e variável.

Já no cenário internacional, os olhares devem se voltar às eleições presidenciais nos EUA e ao preço do dólar.

Para proteger sua carteira e aproveitar as principais oportunidades do período, vale conferir o que foi destaque até outubro e quais são as expectativas para novembro.

Portanto, acompanhe este boletim informativo preparado pelo time da Elo Forte, com as movimentações mais relevantes do período!

Indicadores financeiros

Uma das principais análises que precisa ser feita por quem investe no mercado nacional é a dos indicadores financeiros do país.

Entre eles, está a Selic (a taxa básica de juros), que determina o custo do crédito e é usada para controle da inflação.

Em setembro, o indicador teve uma alta de 0,25 ponto percentual (p.p.), alcançando 10,75% ao ano (a.a.). Essa foi a primeira alta dos juros brasileiros desde agosto de 2022.

O Copom (Comitê de Política Monetária) justificou a elevação dos juros em razão do aumento da inflação no período.

A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo — 15), chegou a 0,54% em outubro e 4,47% no acumulado de 12 meses.

O patamar traz a possibilidade de o Bacen descumprir a meta de inflação, fixada em 3% + um limite de tolerância de 1,5 p.p. — totalizando um teto de 4,5% ao ano.

Mesmo com o aumento dos juros, a B3 (bolsa de valores brasileira) conseguiu manter certa estabilidade.

O Ibovespa (Índice Bovespa) — composto pelas ações de maior representatividade no país — fechou o mês de outubro aos 129.713 pontos, registrando uma queda de 1,62%.

Já o dólar teve uma alta expressiva, chegando a ser negociado a R$ 5,90 no intraday, fechando a R$ 5,78 em outubro — a maior cotação da moeda desde a pandemia de covid-19 (em 2020).

Parte do resultado tem relação com a proximidade das eleições nos EUA e a piora do sentimento do mercado em relação à política fiscal e aos gastos do Governo no Brasil.

Veja como ficaram os principais indicadores em outubro de 2024:

 Preço/pontos (em 31 de outubro de 2024)Variação mensal
Selic10,75% a.a.
IPCA-150,54% a.m.+0,41 p.p.
Ibovespa129.713-1,62%
DólarR$ 5,78+6,25%
S&P 5005.705-0,09%

Principais notícias de outubro de 2024

Depois de conferir os resultados dos principais indicadores, vale acompanhar os eventos que foram destaque no mercado em outubro de 2024.

Veja as notícias mais relevantes no período!

Reta final das eleições nos EUA mostra empate técnico

Nas últimas semanas antes das eleições estadunidenses, marcadas para 5 de novembro, os presidenciáveis intensificaram visitas aos estados onde a disputa seguia acirrada.

Kamala Harris focou em locais como Pensilvânia, Michigan e Wisconsin. Trump, por sua vez, visitou áreas afetadas pelo furacão Helene na Carolina do Norte.

Segundo o New York Times e o Washington Post — os jornais mais influentes nos EUA —, os dois candidatos estavam empatados com 47% das intenções de voto.

Apesar disso, o mercado financeiro parecia inclinado a uma vitória de Trump, sinalizada pelo aumento das taxas dos títulos da dívida americana (Treasuries).

O movimento reflete a percepção de que um possível Governo Trump reduziria a arrecadação, comprometendo a capacidade de pagamento da dívida do país.

De toda forma, ambos os candidatos apresentam visões e propostas capazes de resultar em aumento do déficit público — podendo atrapalhar o processo desinflacionário no país.

China considera novas medidas de estímulo

A China considera adotar um novo pacote de estímulos fiscais para impulsionar o consumo e combater pressões deflacionárias, especialmente devido à crise no setor imobiliário.

O Governo pretende aumentar a dívida pública, com a emissão de mais de 10 trilhões de yuans (1,4 trilhão de dólares) para estimular sua economia.

Cerca de 6 trilhões de yuans serão direcionados a governos locais e outros 4 trilhões visam fomentar a compra de propriedades e a recuperação de terras — estimulando o mercado imobiliário.

No entanto, a eficácia das medidas depende de fatores como a capacidade de o consumidor aumentar seus gastos e o sucesso na transmissão monetária.

Se aprovado, o pacote pode ser um dos esforços mais significativos da China para reverter as pressões econômicas internas e retomar seu crescimento.

Como resultado, existe a possibilidade de a medida beneficiar parceiros comerciais — como o Brasil.

Preço do petróleo Brent sobe influenciado pelos conflitos no Oriente Médio

O mercado de petróleo tem enfrentado alta volatilidade, movido por fatores econômicos e tensões geopolíticas.

No início de setembro, os preços caíram devido a uma perspectiva econômica global fraca e preocupações com a demanda.

Entretanto, a escalada de tensões no Oriente Médio, especialmente entre Israel e Irã, levou a uma recuperação dos preços em outubro.

A volatilidade também é influenciada por decisões da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados).

Analistas da XP apontam que, embora a organização tenha buscado estabilizar os preços, os mercados estão cautelosos devido a possíveis conflitos internos entre os membros sobre as cotas de produção.

No período, o barril chegou a ser negociado a US$ 74,94. A projeção para o Brent em 2025 ficou em US$ 77 por barril, considerando um aumento de produção pela OPEP no próximo trimestre.

Expectativas para os próximos meses

No começo de novembro, a agenda internacional é marcada pela divulgação do resultado da eleição presidencial dos EUA, prevista para 5 de novembro.

Já nos dois dias seguintes, o Fed (Federal Reserve) realiza sua reunião para definir a taxa de juros norte-americana, com expectativa de corte de 0,25 p.p.

Na China, indicadores relevantes são divulgados na mesma semana, incluindo dados de comércio exterior na quinta-feira (7) e índices de inflação na sexta-feira (8), referentes a outubro.

No Brasil, o destaque é a reunião do Copom, marcada para os dias 5 e 6 de novembro. A projeção era de um aumento de 0,5 p.p. da Selic devido aos dados inflacionários divulgados desde o último encontro.

O time de analistas da XP estima que, até o fim do ano, a taxa básica de juros chegue a 11,75%, a inflação fique em 4,6% no acumulado de 12 meses e o dólar caia para R$ 5,40.

Neste boletim, você acompanhou o que foi destaque no noticiário econômico em outubro de 2024 e o que esperar para novembro. Utilize essas informações para nortear suas decisões de investimento e proteger sua carteira no período.

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