Quais são as empresas listadas na B3 (antiga Bovespa)? Conheça as principais!

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A bolsa de valores brasileira, a B3 — anteriormente conhecida como Bovespa — era a única em funcionamento no Brasil até 2024. Ela é uma das 20 maiores bolsas do mundo em capitalização de mercado e a única da América Latina a compor essa lista. 

Na B3, os investidores podem encontrar ações de grandes empresas nacionais — desde bancos, como Itaú Unibanco, até companhias de mineração, como a Vale. Além desses ativos, a bolsa conta com fundos imobiliários (FIIs), exchange traded funds (ETFs), brazilian depositary receipts (BDRs), derivativos e demais alternativas.

Mas você sabe quais são as empresas listadas na B3? Acompanhe a leitura para conhecer mais sobre o funcionamento da antiga Bovespa e quais as maiores companhias em negociação!

O que é a B3?

Como você viu, a B3 era a única bolsa de valores brasileira até janeiro de 2025. Seu nome foi criado a partir da junção das palavras Brasil, Bolsa e Balcão. 

Ela surgiu, inicialmente, com a fusão entre a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e a Bovespa, em 2007. Dez anos depois, a bolsa integrou a Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip), tornando-se a B3.

Portanto, sua história não é recente. Os seus primeiros passos começaram em 1890, com a criação da Bolsa Livre, em São Paulo, por Emílio Rangel Pestana. O projeto foi o pontapé inicial para o surgimento de outros ambientes de negociação no estado.

Anos depois, surgiu a Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, que se tornou Bolsa Oficial de Valores de São Paulo e, nos anos 1960, Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). À época, existiam outras bolsas no país, com destaque para a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. 

Além de viabilizar a compra e venda de ativos e derivativos, a B3 desempenha um papel central no mercado financeiro brasileiro, fornecendo serviços de compensação, liquidação e custódia. Ela também é reconhecida por suas iniciativas de inovação e por promover práticas de sustentabilidade no mercado financeiro.

O que significa estar listada na bolsa?

Para uma empresa, estar listada na bolsa de valores significa que suas ações estão disponíveis para negociação pública. Ou seja, investidores — tanto pessoas físicas quanto jurídicas — podem comprar os papéis e se tornar acionistas da companhia. 

O processo acontece por meio da abertura de capital. As empresas devem fazer uma oferta pública inicial (IPO, em inglês) das suas ações para disponibilizá-las para o público da bolsa de valores.

Após o IPO, as negociações dos ativos não têm mais participação da empresa — a não ser que ela faça novas ofertas de papéis. Logo, no chamado mercado secundário, o dinheiro movimentado é apenas entre os investidores. 

Empresas listadas na bolsa seguem um conjunto de regulamentações para garantir transparência ao mercado, como a divulgação regular de informações financeiras, operacionais e estratégicas. No Brasil, o regulador é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

Vale salientar que o preço das ações na bolsa de valores não tem, necessariamente, uma relação direta com sua performance operacional. A cotação é influenciada principalmente pela lei da oferta e da demanda — quanto maior é a busca dos investidores, maior tende a ser a valorização. 

Quantas empresas estão listadas na B3? 

Até o início de 2025, a B3 contava com mais de 400 empresas listadas. Elas se dividiam em setores como:

  • energia elétrica: empresas como Eletrobras e CPFL Energia dominam esse setor, atendendo à demanda nacional por energia;
  • financeiro: abrange bancos e instituições financeiras, como Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil;
  • mineração e siderurgia: com empresas como Vale, CSN, Gerdau e Usiminas;
  • varejo e consumo: Ambev, Magazine Luiza, Assaí e Natura estão entre os destaques;
  • tecnologia: esse setor inclui nomes como Totvs, Locaweb e Intelbras;
  • saúde e educação: empresas como Hapvida, Rede D’Or e NotreDame estão entre as mais fortes;
  • agronegócio: destaques para companhias como SLC Agrícola, BrasilAgro, JBS e BRF.

Esses são apenas exemplos de setores e empresas listadas. A B3 disponibiliza em seu site a lista de todas as companhias com capital aberto, divididas pelo segmento de atuação. 

Além do seu setor, as empresas são divididas conforme o seu porte. As chamadas blue chips, por exemplo, são aquelas de mais alto valor de mercado. O nome é uma referência ao jogo de pôquer, em que as fichas azuis têm destaque.

Também há as small caps, que são empresas com menor capitalização. Muitas vezes, elas são vistas como mais arriscadas que as blue chips, mas com maior potencial de crescimento. 

Junto de blue chips e small caps, investidores podem encontrar mid caps e micro caps. Porém, saiba que essas classificações são informais. 

Quais são os segmentos de listagem da B3?

A B3 também conta com diferentes segmentos de listagem. Eles existem para classificar as empresas, principalmente, conforme seu nível de governança corporativa e saúde financeira. 

É importante reforçar que as empresas listadas devem atender a diversas normas de mercado — como as definidas pela Lei das Sociedades Anônimas. Elas existem para gerar mais transparência e munir os investidores com informações para analisar na hora de decidir pelo investimento em ações.

Contudo, as companhias não precisam se limitar apenas às obrigações e muitas focam mais esforços em governança corporativa. Nesse sentido, a bolsa brasileira criou segmentos de listagem para classificá-las. 

Os níveis são:

  • Novo Mercado: mais alto nível de listagem, composto por companhias que adotam as melhores práticas de governança. As companhias do Novo Mercado devem ter apenas ações ordinárias (ON);
  • Nível 1: composto por companhias listadas na bolsa, com free float — percentual de ações em circulação — de 25%;
  • Nível 2: evolução do Nível 1. Além de free float, elas devem oferecer tag along (mecanismo de proteção) de 100% para ações preferenciais (PN);
  • Bovespa Mais: criado para empresas menores acessarem o mercado de capitais gradativamente, apenas com papéis ON e sem realizar oferta pública inicial das ações. Porém, elas devem realizar o IPO em até sete anos;
  • Bovespa Mais Nível 2: similar ao Bovespa Mais, mas permitindo que as empresas tenham ações PN. 

Para entender, as ações ordinárias são aquelas que garantem ao acionista, mesmo minoritário, o direito ao voto nas assembleias. Já as preferenciais dão prioridade no recebimento de proventos, como dividendos — parte do lucro líquido da companhia. 

O que é e como funciona o Ibovespa?

Na bolsa brasileira, você também encontra diversos índices de referência. O principal é o Ibovespa (IBOV), visto como um termômetro para todo o mercado brasileiro. 

O Ibovespa é composto pelas ações mais negociadas do país. Entre os critérios de elegibilidade para as empresas comporem sua carteira teórica, estão:

  • estar entre os ativos que representam 85% do Índice de Negociabilidade (IN), em ordem decrescente;
  • ter presença em 95% dos pregões considerando o período das últimas três carteiras teóricas;
  • ter cotação acima de R$ 1 (não ser penny stock).

Além disso, as ações precisam estar listadas na B3. Desse modo, empresas brasileiras como o Nubank, que estão listadas apenas em bolsas estrangeiras e negociadas na B3 como BDRs, não podem ser incluídas. 

Companhias em recuperação judicial ou em regime especial de administração também não compõem a carteira teórica do Ibovespa. As atualizações do IBOV acontecem quatro vezes por ano.

Durante esses períodos, as empresas que atenderem aos critérios de elegibilidade são incluídas. Já as companhias que fazem parte da carteira e deixaram de cumprir os requisitos saem. 

Cada empresa também tem um peso diferente, definido conforme o seu valor de mercado. Consequentemente, há ações cujas oscilações geram um impacto maior na performance do Ibovespa. 

O desempenho do índice é medido em pontos — e cada um equivale a R$ 1. Isso significa que se o IBOV está em 100 mil pontos, o investidor precisaria desembolsar R$ 100 mil para compor um portfólio idêntico ao da carteira teórica. 

Além do IBOV, outros índices de ações importantes são o Índice Brasil 100 (IBrX-100), Índice Brasil 50 (IBrX-50), Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e Índice Small Cap (SMLL). Os indicadores têm seus próprios critérios de elegibilidade. 

Quais são as maiores empresas na B3?

Agora que você entendeu mais sobre o funcionamento da B3 e do Ibovespa, vale a pena saber quais são as maiores companhias de capital aberto do Brasil. 

A seguir, confira a lista de empresas conforme sua participação na carteira teórica do IBOV no fim de 2024!

Vale (VALE3)

A Vale é uma das maiores mineradoras do mundo e desempenha um papel estratégico no setor de commodities. Sua atuação inclui a extração e exportação de minério de ferro, níquel e outros minerais essenciais para a economia global. 

Além da mineração, a empresa investe em inovação e sustentabilidade, promovendo iniciativas de descarbonização e economia circular. Com apenas ações ordinárias em negociação, ela era a ação mais relevante no IBOV — com participação de 11%. Seu valor de mercado superava os R$ 240 bilhões ao final de 2024. 

Petrobras (PETR3 e PETR4)

A Petrobras é uma empresa de capital misto — com o poder público como controlador — com destaque na exploração, refino e distribuição de petróleo e gás natural. Ao longo dos anos, a companhia consolidou sua presença em mercados internacionais, exportando petróleo e derivados para diversos países. 

Além disso, ela investe em novas tecnologias e no desenvolvimento de energia limpa. Dois tipos de papéis da Petrobras compunham o IBOV: as ON (PETR3) tinham participação acima de 4% e as PN (PETR4), 7,7%. Sua capitalização era de quase R$ 500 bilhões no fim de 2024. 

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú Unibanco é o maior banco privado da América Latina e uma das principais empresas do mercado financeiro brasileiro. Ele surgiu com a fusão entre o Itaú e o Unibanco e, além de sua posição sólida no Brasil, possui operações internacionais. 

As ações preferenciais ITUB4 tinham peso superior a 7% na atualização do IBOV de setembro de 2024. A instituição também tem papéis ordinários, mas que não faziam parte da carteira teórica do índice. No fim de 2024, seu valor de mercado era de mais de R$ 280 bilhões. 

Bradesco (BBDC3 e BBDC4)

Outro representante do sistema financeiro brasileiro no IBOV é o Bradesco. Assim como o Itaú Unibanco, ele é um dos maiores conglomerados financeiros do país.

As ações PN BBDC4 representavam 3,5% da carteira teórica do Ibovespa. Seus papéis ON também estavam presentes, com peso inferior a 1%. Já seu valor de mercado era de quase R$ 120 bilhões. 

Banco do Brasil (BBAS3)

Também entre os bancos, o Banco do Brasil se destaca entre as maiores empresas do país. Ele é a mais antiga instituição financeira ainda em funcionamento no Brasil e, assim como acontece com a Petrobras, seu controle acionário pertence ao Governo Federal.

O peso das ações BBAS3 era de 3,5% na carteira teórica do Ibovespa em vigor até o final de 2024. A capitalização do banco era de quase R$ 140 bilhões. 

Eletrobras (ELET3 e ELET6)

A Eletrobras é a maior empresa de geração e transmissão de energia elétrica do país, sendo responsável por mais de 20% da capacidade de geração brasileira. Criada como empresa pública, ela foi totalmente privatizada em 2022.

No Ibovespa, suas ações ON tinham peso de mais de 3%. Ela também tinha ações PN (ELET6) na carteira teórica. O valor de mercado da companhia era de quase R$ 80 bilhões. 

B3 (B3SA3)

A própria B3 também é uma empresa de capital aberto e com influência no Ibovespa. Além de ser uma companhia com ações mais representativas na carteira teórica (mais de 3%), sua capitalização era de mais de R$ 50 bilhões.

WEG (WEGE3)

A WEG é uma das maiores multinacionais do Brasil. Ela atua nos setores de motores elétricos, automação industrial, geração de energia e equipamentos industriais. Mais recentemente, a empresa ganhou força com as baterias de lítio. 

Com capitalização de mercado superior aos R$ 220 bilhões no fim de 2024, ela também era influente na carteira teórica do Ibovespa. O peso dos papéis WEGE3 era de mais de 3%. 

Sabesp (SBSP3)

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo é uma das principais companhias de saneamento básico do mundo. Iniciando como empresa pública, seu controle deixou de ser do governo do estado em 2023 — embora o poder público mantenha participação. 

O valor de mercado da companhia no fim de 2024 era de mais de R$ 60 bilhões. Na atualização de setembro de 2024, os papéis tinham peso de 2,8% no Ibovespa. 

Neste conteúdo, você conheceu a história da antiga Bovespa e viu quais são as maiores empresas na B3 considerando seu valor de mercado e participação no IBOV. Essas informações podem ajudar na sua pesquisa de ativos para investir.

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