Brasil foi o quarto principal destino de investimentos estrangeiros em 2019

O Brasil conquistou, no ano de 2019, a quarta colocação entre os principais destinos de investimentos estrangeiros, de acordo com um relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Untacd), divulgado no dia 20 de janeiro. Com o resultado, o país subiu duas posições no ranking – deixando o sexto lugar, alcançado em 2018.

De acordo com a Unctacd, o Brasil recebeu US$ 75 bilhões em investimentos externos no ano passado, ante um montante de US$ 60 bilhões obtidos em 2018. O aumento dos investimentos estrangeiros foi beneficiado pelo programa de privatizações de empresas federais – uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro.

Os top 3 em investimentos estrangeiros

Na quarta colocação, o mercado brasileiro foi superado por três grandes potencias em se tratando de ambiente favorável aos investimentos. Foram eles: Estados Unidos, China e Cingapura.

Segundo o relatório, o mercado norte-americano – o maior do mundo – obteve US$ 251 bilhões em investimentos no ano passado, seguido da China, com US$ 140 bilhões. Na terceira posição ficou Cingapura, com US$ 110 bilhões em capital estrangeiro.

Referência na América Latina

Apesar dos números muito mais modestos em relação aos primeiros lugares do ranking entre os principais destinos de investimentos estrangeiros, a quantia acumulada pelo Brasil em capital de estrangeiros em 2019 foi bastante relevante em relação a outros países da região.

Sozinho, o país conseguiu captar mais do que a metade dos US$ 119 bilhões investidos em todos os países da América do Sul no período.

Perspectivas para o futuro

Para 2020, ainda de acordo com a Untacd, as perspectivas seguem positivas. O relatório afirma que o país deve continuar recebendo investimentos externos – especialmente por conta da política de privatizações do Governo.

“Em 2020, os desinvestimentos em subisidiárias de companhias estatais deverão ganhar força […] e devem, provavelmente, atrair muito mais investimentos estrangeiros diretos”, diz o documento.

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