Letra do Tesouro Nacional (LTN): O que é, como funciona e como investir?

Investir em títulos públicos pode ser uma alternativa interessante para quem quer seguir um caminho na renda fixa para atingir determinados objetivos. Para isso, é importante conhecer as aplicações disponíveis, como a Letra do Tesouro Nacional (LTN)

Também conhecido como Tesouro Prefixado, essa pode ser uma opção para todos os perfis de investidores, dependendo dos objetivos. No entanto, antes de investir, é importante conhecer as características da aplicação para entender se ela está alinhada às suas necessidades.

Continue a leitura e entenda o que é Letra do Tesouro Nacional, como funciona e como investir. Vamos lá?

O que são Letras do Tesouro Nacional?

A Letra do Tesouro Nacional é um tipo de título do Tesouro Nacional. Atualmente chamado de Tesouro Prefixado, é um dos títulos públicos negociados na plataforma do Tesouro Direto. O programa foi criado em 2002 para deixar os investimentos mais acessíveis aos investidores.

Além disso, não existe apenas uma LTN disponível para investimento. Elas podem apresentar diferentes prazos de vencimento, taxas de rentabilidade ou fluxos de remuneração.

Saiba mais a seguir!

Como funcionam?

Para entender como as Letras do Tesouro Nacional funcionam, é necessário conhecer suas características. Como se trata de um investimento prefixado, você saberá exatamente quanto o título renderá até o vencimento no momento da aplicação. Ele é indicado por meio de um percentual.

Com relação aos custos, a bolsa de valores cobra uma taxa de custódia de 0,25% ao ano, dividida em duas parcelas iguais. No que tange aos tributos, o principal é o Imposto de Renda, cobrado conforme a tabela regressiva.

Portanto, quanto mais tempo o dinheiro ficar investido menor será a alíquota de imposto, que pode chegar a 15% para aplicações acima de 720 dias. Nos resgates feitos antes de 30 dias há incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Quanto aos rendimentos, os juros do Tesouro Prefixado podem ser creditados na conta do investidor no vencimento ou a cada 6 meses. O segundo caso se refere aos títulos que apresentam cupons semestrais.

Quais são os outros títulos do Tesouro Nacional?

Existem três tipos de títulos disponíveis na plataforma do Tesouro Nacional. Como você já sabe, é possível escolher LTNs com diferentes prazos, rentabilidades e com ou sem cupom semestral.

Além delas, há a Letra Financeira do Tesouro (LFT) e a Nota do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). A primeira é conhecida como Tesouro Selic e a segunda como Tesouro IPCA+.

Saiba mais sobre as características de cada uma delas:

Tesouro Selic (LFT)

O Tesouro Selic possui rentabilidade pós-fixada e acompanha a taxa básica de juros da economia — a Selic. Assim, não é possível ter certeza sobre o retorno efeito do título, apenas sua lógica de remuneração.

Como o índice sofre variação ao longo do tempo, a rentabilidade do título acompanhará essas mudanças. Com relação à liquidez, o Governo garante a recompra das aplicações e a vantagem do Tesouro Selic é que ele sofre menos exposição da marcação a mercado.

Assim, o resgate antecipado não costuma trazer perdas para o investidor. Por isso, essa é uma alternativa bastante utilizada para alocar a reserva de emergência. Em relação ao vencimento, ele costuma ser de médio prazo.

Quem desejar se expor ao Tesouro Selic com mais facilidade e menores custos, o banco de investimentos BTG Pactual oferece o fundo Tesouro Selic Simples. A modalidade possibilita ao investidor acessar os benefícios do Tesouro Selic a taxa zero, sem precisar arcar com o custo de custódia da B3, de 0,25% ao ano.

Tesouro IPCA+ (NTN-B)

A NTN-B possui rentabilidade híbrida. Ou seja, ela acompanha o índice de inflação IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acrescida de um percentual fixo. Portanto, a vantagem desse título é que ele rende sempre acima da inflação.

Isso mantém o poder de compra do seu dinheiro e traz ganhos reais. O pagamento da rentabilidade pode ocorrer no vencimento, no resgate do valor ou a cada 6 meses, no caso das alternativas com cupons semestrais.

Quem busca aproveitar os benefícios dos juros compostos pode optar pelas opções sem cupons semestrais. Assim, o valor se acumula no longo prazo e incidirá a base de cálculo da remuneração. Com relação à liquidez, vale ter atenção à marcação a mercado.

Embora o Governo garanta a recompra do título, o valor pago acompanha o preço praticado no mercado. Assim, o Tesouro IPCA+ e o Prefixado ficam mais expostos a esses movimentos. Logo, o investidor pode ter prejuízos ao fazer os resgates antecipados.

Quais as vantagens do Tesouro Nacional e os riscos envolvidos?

A segurança é uma das principais vantagens de investir nos títulos públicos. Afinal, todos são garantidos pelo próprio Tesouro Nacional, fazendo com que eles sejam as alternativas mais seguras do mercado.

A alta liquidez é outro ponto positivo. Como o Governo garante a recompra dos títulos, o dinheiro pode ficar acessível rapidamente. Contudo, lembre-se de que existe o risco de perdas em caso de resgates antecipados.

Ao mesmo tempo, há estabilidade nos rendimentos para resgates feitos na data de vencimento. Nesses casos, a taxa de juros acordada é paga em sua totalidade.

Para quem a LTN pode ser adequada?

Considerando as características do Tesouro Prefixado, ele pode ser adequado para investidores de perfil conservador ou iniciantes. Inclusive, muitas vezes os títulos públicos funcionam como a porta de entrada para o mercado financeiro.

Mas isso não significa que investidores de perfil moderado ou arrojado não podem se beneficiar da LTN. Ter essa aplicação na carteira de investimentos pode ser útil para aqueles objetivos que precisam de maior segurança, por exemplo, ou para equilibrar riscos.

Onde comprar Letras do Tesouro Nacional?

Se você se interessou em investir nas Letras do Tesouro Nacional, precisa entender como fazer isso. Existem duas formas de aplicar em títulos públicos. A mais simples é abrindo conta em uma instituição financeira. Nesse caso, a aplicação é feita pela plataforma disponibilizada aos clientes.

Outra possibilidade é o investimento por meio da plataforma do Tesouro Direto. Porém, ainda assim, é necessário abrir conta em uma instituição financeira que dê acesso ao sistema. Depois, o investidor deve solicitar o cadastro no Tesouro Nacional.

A bolsa de valores, que é a custodiante dos títulos, enviará uma senha de acesso que deve ser substituída no Portal do Investidor. Por fim, basta acessar a plataforma do Tesouro para visualizar os títulos disponíveis e escolher o mais alinhado aos seus objetivos.

Agora você sabe o que é a Letra do Tesouro Nacional e pode analisar se o investimento é adequado às suas necessidades. Lembre-se de considerar o seu perfil e seus objetivos antes de tomar uma decisão mais acertada.

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André Barbirato

Formado em marketing, encontrou no mercado financeiro sua verdadeira vocação. Possui certificação ANCORD e mais de 8 anos de experiência no mercado de capitais. Atualmente é sócio de um escritório de investimentos e head de mesa de renda variável. É também o criador do blog Eu Posso Investir!?.

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