É hora de investir em renda fixa? Entenda o momento do mercado!

A renda fixa é uma das classes de investimento, composta por oportunidades que oferecem mais segurança. Além disso, ela é afetada por movimentos do mercado, como a alta da Selic. Como a taxa teve um comportamento de alta em 2021 — e segue avançando em 2022 —, será que é hora de investir em renda fixa?

Antes de responder a essa questão, é importante saber quais são os impactos dessa taxa no mercado e os resultados que podem ser alcançados com esse movimento. Com as dicas certas, você terá mais informações para tomar uma decisão acertada.

Na sequência, descubra se esse é o momento de investir na renda fixa e saiba como tomar decisões para a sua carteira de investimento!

Como funciona o mercado de renda fixa?

Para avaliar as escolhas para a sua carteira, você deve entender o funcionamento do mercado de renda fixa. Ele é formado por títulos que viabilizam a captação de recursos por parte do emissor. Em troca, há o pagamento de uma rentabilidade ao investidor.

Logo, as condições da aplicação são previamente conhecidas. Ademais, a rentabilidade dos investimentos de renda fixa pode ser:

  • prefixada: é dada por uma taxa fixa definida antes mesmo do investimento;
  • pós-fixada: é atrelada ao desempenho de um indicador financeiro, como a Selic ou o Certificado de Depósitos Interbancários (CDI);
  • híbrida: é composta por uma taxa fixa mais a variação de um indicador, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Como oferecem mais previsibilidade, os investimentos de renda fixa têm menos riscos que a renda variável. Já os prazos e as condições de liquidez variam entre os títulos. Existem investimentos de curto, médio e longo prazo, bem como opções com liquidez diária ou com menor liquidez.

Como a taxa Selic afeta os investimentos de renda fixa?

Além das características que conheceu, o mercado de renda fixa é influenciado pela Selic. Essa é a taxa básica de juros da economia brasileira e serve de referência para outros juros praticados no mercado.

Isso faz com que ela seja um mecanismo importante da política monetária do Brasil. Quando a inflação está elevada, a Selic é ampliada para dificultar o acesso ao crédito, reduzir o consumo e controlar a inflação. Se a economia precisar de estímulo, a Selic é reduzida, facilitando o consumo.

Além de interferir nos aspectos monetários, a Selic impacta a renda fixa. Isso acontece porque os títulos pós-fixados dependem direta ou indiretamente dela.

Com você viu, há investimentos de renda fixa que refletem a taxa Selic e outros que rendem com o CDI. Como esse indicador acompanha a Selic, há a influência da taxa. Já os títulos prefixados e híbridos também são afetados pela Selic, ainda que indiretamente.

Sendo assim, um movimento de alta dos juros costuma favorecer a renda fixa, que se torna mais rentável. Nesse mesmo cenário, investimentos de renda variável podem ser menos procurados. Afinal, a renda fixa oferece menos riscos e, se tiver maior retorno, muitos investidores podem não ter interesse em assumir os riscos da renda variável.

É hora de investir em renda fixa?

Sabendo como a Selic interfere nos investimentos, você pode utilizá-la para avaliar a realização (ou não) de determinados investimentos financeiros. Com a Selic alta, como visto, a renda fixa pode ficar mais interessante devido ao maior potencial de rentabilidade.

Para 2022, por exemplo, a expectativa é que a Selic alcance 13% ao ano. Com isso, as aplicações financeiras desse tipo podem se tornar ainda mais atrativas.

Contudo, também é preciso considerar outras questões para determinar onde investir com a Selic em alta — como seu perfil de investidor e objetivos financeiros. Assim, o simples aumento da Selic não garante, necessariamente, que a renda fixa seja a melhor opção de investimento para você.

Por outro lado, a classe de investimentos costuma ficar mais atraente, principalmente por oferecer um retorno maior sem que os riscos aumentem na mesma proporção. Então pode ser uma alternativa para contemplar em sua estratégia.

Dicas de investimento na renda fixa

Caso você tenha interesse em aproveitar o cenário atual da renda fixa, é preciso considerar alguns aspectos sobre o investimento. Com essas informações, é possível tomar uma decisão mais adequada.

A seguir, veja dicas antes de fazer o investimento em renda fixa!

Identifique seu perfil de investidor

O primeiro passo é conhecer seu perfil de investidor e a sua tolerância ao risco. Isso o ajudará a entender qual deve ser o equilíbrio da sua carteira em relação às diferentes alternativas do mercado.

Embora a renda fixa possa ser aproveitada por todos os investidores, você tem que saber se é capaz de aproveitar alternativas da bolsa de valores ou se o melhor é investir prioritariamente na renda fixa, por exemplo. Isso ajudará a direcionar a montagem ou o rebalanceamento da carteira.

Estabeleça seus objetivos financeiros

Outro ponto importante envolve seus objetivos financeiros. É preciso conhecê-los, primeiramente, para saber se a renda fixa é adequada. Depois, ele é útil para que você entenda quais podem ser as melhores alternativas para investir em renda fixa com a Selic em alta.

Se a sua intenção for investir no longo prazo, buscar títulos com vencimento mais distante pode ser ideal. Porém, dependendo da sua tolerância ao risco, também pode ser interessante recorrer à renda variável.

Já se seus objetivos forem de curto prazo, investimentos atrelados à Selic em um movimento de alta podem ajudar na concretização dos resultados. Portanto, vale definir exatamente o que você pretende alcançar para guiar as suas escolhas.

Conheça as oportunidades do mercado de renda fixa

Se o seu perfil e os seus objetivos estiverem alinhados com o investimento em renda fixa, é necessário conhecer as alternativas disponíveis. Há, por exemplo, os títulos públicos negociados no Tesouro Direto.

Eles são emitidos pelo Tesouro Nacional e servem para captar recursos para o Governo Federal. Em termos de rentabilidade, há três tipos principais:

  • Tesouro Prefixado;
  • Tesouro Selic (pós-fixado);
  • Tesouro IPCA (híbrido).

Existem também os títulos privados, emitidos por instituições financeiras. Entre eles, estão o certificado de depósito bancário (CDB), a letra de crédito imobiliário (LCI), a letra de crédito do agronegócio (LCA), a letra de câmbio (LC) e outras.

Já o crédito privado é composto por títulos de dívida criados por empresas não-financeiras e apresentam mais riscos. Entre as aplicações, estão as debêntures, certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs).

Cada título tem rendimentos específicos, bem como condições de prazo, segurança, liquidez e tributação. Vale a pena conhecer melhor as alternativas para entender o que pode estar alinhado à sua estratégia.

Com base nessas informações, você pode decidir se é o momento de investir em renda fixa, considerando o comportamento da Selic. Assim, é possível aproveitar as condições do cenário se for adequado para as suas necessidades.

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