O que é crash da bolsa de valores? Descubra!

A pandemia do novo Coronavírus, que acometeu o mundo em 2020, trouxe à tona alguns conceitos pouco conhecidos por muitos investidores – especialmente os iniciantes. Entre eles está a quebra da bolsa de valores – ou o que é o crash do mercado.

Se você já investe ou pensa em investir no mercado financeiro e não sabe o que esse termo significa, veio ao lugar certo. Entender o conceito pode ajudá-lo a conhecer melhor o ambiente da renda variável e a tomar melhores decisões acerca dos seus investimentos. Inclusive durante as crises.

Quer entender mais sobre o assunto? Então continue a leitura e descubra o que é o crash da bolsa de valores, como ele acontece e quais suas principais consequências!

O que é um crash da bolsa de valores?

Um crash no mercado de ações, na prática, significa fortes e grandes quedas nos preços dos papéis em nível mundial. Em geral, o acontecimento surge por conta de gatilhos específicos – suficientemente fortes para causar um recuo acelerado nas ações negociadas em bolsa.

O movimento costuma gerar pânico entre os investidores e a reação negativa tende a se fortalecer ainda mais. E as sucessivas quedas acentuadas nos ativos pode levar a um grande crash.

Quinta-Feira Negra: o crash de 1929

O crash mais conhecido em todo o mundo, certamente, é aquele ocorrido em 24 de outubro de 1929, em Nova York – na Quinta-Feira Negra. Em meio a um furor econômico – e, consequentemente, no mercado de ações, os preços dos papéis começaram a recuar e puxar o índice Dow Jones, na bolsa norte-americana.

O aumento da desconfiança dos investidores fez o volume de negócios cair vertiginosamente e resultar no crash. As consequências mundiais foram severas. O crash levou a uma das maiores crises econômicas dos Estados Unidos e do mundo – marcando o início da Grande Depressão, durante a década de 1930.

Crise de 2008

O ano de 2008 também resultou em um crash generalizado ao redor do globo. O crash, nesse caso, foi resultado da crise dos subprimes, nos Estados Unidos, que envolvia a negociação de títulos de crédito imobiliários sem valor.

Uma das principais datas que marcaram esse período de intensa dificuldade econômica para inúmeros países foi 15 de setembro de 2008.

Nesse dia, um dos maiores bancos de investimento dos Estados Unidos, o Lehman Brothers, foi à falência. A data é conhecida como Segunda-Feira Negra. Os efeitos da crise – e do crash das bolsas – se perpetuaram por anos em diversas economias mundiais.

Crise do Coronavirus e o mercado financeiro

Por fim, se você não sabia o que é o crash na bolsa de valores, certamente deve ter ouvido falar sobre o termo no ano de 2020. Afinal, a crise do novo Coronavírus causou grandes oscilações nas bolsas de todos os continentes.

No Brasil, o mês de março acumulou, naquele ano, seis circuit breakers. Trata-se de um mecanismo de proteção da bolsa brasileira, cujo objetivo é interromper as negociações do mercado de ações por algum tempo e evitar quedas – ou altas – acentuadas dos papéis.

O forte movimento de queda nos mercados mundiais assustou muitos investidores. E ainda existe o temor de novos recuos fortes – que podem levar as bolsas a um novo e mais forte crash.

Então, se você acompanha ou pretende acompanhar o mercado de ações precisa entender esse movimento e entender o que é, de fato, um crash na bolsa de valores.

Por fim, vale a pena reforçar que a renda variável é conhecida por suas oscilações e instabilidades. Assim, é fundamental conhecer seus objetivos pessoais e perfil de investidor para avaliar se o investimento em ações faz sentido para você – e se está disposto a correr riscos, como passar por um crash.

Quer continuar aprendendo mais sobre o tema? Então veja 5 curiosidades sobre a bolsa de valores que você precisa conhecer.

 

André Barbirato

Formado em marketing, encontrou no mercado financeiro sua verdadeira vocação. Possui certificação ANCORD e mais de 8 anos de experiência no mercado de capitais. Atualmente é sócio de um escritório de investimento e head de mesa de renda variável. É também o criador do blog Eu Posso Investir!?.

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